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13/12/2017 - 00:35

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Estádios novos representam 26% dos gastos com a Copa 2014, diz ministro Aldo Rebelo

Estádios novos representam 26% dos gastos com a Copa 2014, diz ministro Aldo Rebelo

Escalado pelo Planalto para começar a explicar os gastos da Copa 2014, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo disse nesta segunda (24) que os estádios reformados e construídos custarão R$ 7,5 bilhões ou 26% dos gastos gerais para a competição, estimados em R$ 28,1 bilhões. A divulgação dos números tenta responder e rebater parte das perguntas e críticas feitas nas manifestações de rua nas últimas semanas.

Na outra ponta dos protestos, como se viu na abertura da Copa das Confederações, está a Fifa, dona dos eventos e proprietária de todos os direitos, das rendas e do marketing direto gerado. Por isso, o secretário geral da entidade, Jerome Valcke acompanhou o ministro Rebelo, na coletiva, realizada no Rio de Janeiro.

Os protestos questionam os gastos com a Copa 2014 em um país que precisa de tanto investimento na educação, saúde, transporte público, habitação e saneamento básico. Cada estado vem aproveitando o movimento para fixar agenda própria. São Luis, por exemplo, pede o fim de esgotos nas ruas.

Segundo Aldo Rebelo, não faz sentido dizer que o governo deixou de investir em saúde e educação para gastar dinheiro com o evento esportivo da Fifa. “Apenas neste ano, o Orçamento da União destina para a saúde e educação R$ 177 bilhões. O orçamento do Ministério do Esporte é aproximadamente 1% desse valor”, disse.

 Apesar de o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiar até R$ 400 milhões por estádio, totalizando uma carteira de R$ 3,8 bilhões, Rebelo negou gastos federais na competição:

 “Não há recursos do governo federal, apenas empréstimos no valor máximo de R$ 400 milhões [por estádio] via BNDES”, disse Aldo durante a coletiva no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, o restante dos investimentos previstos na Matriz de Responsabilidades (R$ 20,6 bilhões) destina-se a obras necessárias para o Brasil, que faziam parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e “aconteceriam no país independentemente da Copa”. Entre os investimentos previstos estão R$ 8,9 bilhões com mobilidade urbana, R$ 8,4 bilhões com melhorias nos aeroportos (sendo R$ 5,1 bilhões do setor privado) e R$ 1,9 bilhão com segurança.

Além disso, o ministro ressaltou que o evento permitirá a circulação de R$ 112 bilhões no país no período de 2010 a 2014 e gerará R$ 63,5 bilhões de renda para a população, de acordo com estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV). O Ministério do Esporte também considera que a Copa do Mundo é uma oportunidade para o Brasil se desenvolver, com a atração de investimentos privados.

Perguntado por jornalistas se a Fifa só está usando o Brasil para lucrar, o secretário-geral da federação, Jérôme Valcke, disse que o evento gerará sim dividendos para a entidade, mas que a Fifa também gastará entre US$ 1,4 bilhão e US$ 1,5 bilhão com a organização da Copa do Mundo (entre R$ 3,1 bilhões e R$ 3,3 bilhões). Ele destacou que pelo menos parte desse dinheiro ficará no país, sob a forma de hospedagem, transportes e a organização do evento.

“Sim, a Fifa vendeu seus direitos comerciais por US$ 4 bilhões (cerca de R$ 9 bilhões) para o ciclo de 2011 a 2014. Somos uma empresa. Estamos ganhando dinheiro, mas também temos uma série de responsabilidades e projetos que apoiamos. Mas no fim não estamos lucrando, porque esse não é o objetivo da Fifa”, disse Valcke.

O secretário-geral também aproveitou a coletiva para fazer um balanço da organização da Copa das Confederações 2013. Segundo ele, o evento está sendo um sucesso de público (com média de 47,8 mil espectadores por partida) e de gols (com média 4,83 por jogo). Segundo ele, não há grandes questões a resolver para a Copa do Mundo.

“Não houve nada que colocasse em risco a organização da Copa das Confederações. A organização e o trabalho que foi entregue nos dias que antecederam a Copa, algumas vezes antes dos jogos, foram incríveis. A força de trabalho aqui no Brasil é incrível para entregar – OK, muitas vezes no último minuto – infraestrutura, estádios e instalações. Foi um desafio, mas o desafio foi bem”, disse Valcke.

Com AgBr





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