Se seu navegador não suportar JavaScript. Algumas funcionalidades não serão exibidas, estamos trabalhando para disponibilizar mais breve possível as funcionalidades sem javascript.

suaCidade

São Luís

20/10/2017 - 05:52

Sao Luis: Algumas Nuvens, 26 °C

Cartolas só poderão ter mandatos de 4 anos e uma reeleição, diz MP aprovada pelo Senado

Cartolas só poderão ter mandatos de 4 anos e uma reeleição, diz MP aprovada pelo Senado

A dinastia dos dirigentes esportivos brasileiros pode estar com os dias contados: o Senado aprovou nessa terça-feira (17) a Medida Provisória 620 que altera completamente o funcionamento das federações e confederações esportivas, fixando mandatos de quatro anos para os presidentes, com apenas um reeleição. Mais importante ainda: os atletas federados poderão votar na escolha de seus presidentes.

A MP 620 obriga as confederações e federações a um processo de governança empresarial se quiserem continuar recebendo benefícios fiscais. O Comité Olímpico Brasileiro também estará sujeito à nova lei.

Ex-atletas como Raí, Hortência, Ana Mozer, Guga e outros festejaram a aprovação da MP 620, nas galerias do Senado.

“Começamos hoje uma nova era para o esporte brasileiro”, disse Raí.

“A terça-feira é um dia histórico para o esporte brasileiro”, disse a presidente do Instituto Atletas do Brasil, a ex-jogadora de vôlei, Ana Mozer.

CBF, na mira da MP 620

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira (foto), por exemplo, ficou 23 anos no comando da entidade e nunca declarou quanto era arrecadado nas dezenas de jogos amistosos feitos pela Seleção de Futebol. Fez operações financeiras internacionais usando a CBF e a entidade nunca pagou impostos.

Teixeira se afastou da CBF depois que foi investigado na Suíça, em 2010 e 2011,  por receber propinas como agente da Fifa. Ele e João Havelange foram afastados por corrupção. Antes, porém, fizeram um acordo e devolveram cerca de US$ 7 milhões de dólares à Justiça suíça.

Projetando um processo de dinastia no futebol, Teixeira colocou sua filha como executiva do Comitê Organizador da Copa 2014, com sede no Rio de Janeiro.

A partir da aprovação da nova lei (que foi enviada ao Planalto para sanção da presidente Dilma Rousseff), todas entidades federativas ligadas ao esporte precisarão dar transparência aos negócios, como prestação de contas e dinheiro em caixa.

No caso específico da Confederação Brasileira de Futebol que usa a seleção de futebol (desde as categorias de base até a principal) em amistosos internacionais, o dinheiro arrecadado nesses contratos precisará ser publicado. O motivo é simples: todas entidades ligadas ao esportes gozam de isenção de impostos, o que significa uso indireto de dinheiro público (não arrecadado).

Toda e qualquer entidade que goza de isenção fiscal ou usa dinheiro público deverá publicar seus contratos assinados para realização de eventos e operações financeiras.
Cada jogo da seleção brasileira de futebol, por exemplo,  a CBF arrecada entre US$ 1 milhão a  US$ 5 milhões, fora os direitos de transmissão negociados com exclusividade com a Rede Globo para o Brasil e América do Sul.

Atletas também votarão nas federações

No campo político, a maior mudança da MP 620 será o voto de atletas na escolha de seus dirigentes estaduais. Isso altera com o esquema de eleição de presidentes das confederações de todos os esportes nacionais, que são escolhidos (até hoje) pelo voto dos presidente das federações estaduais.

Se um dirigente fora do esquema tradicional for eleito em São Paulo, por exemplo, com a participação dos atletas, seu voto, em tese, não estaria alinhado ao tradicional, na escolha de um cartola de passado obscuro e suspeito.
 





Notícias

greg

Enquete

Você é a favor do Uber ou outros aplicativos de transporte em São Luís?:

E-mail: