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21/10/2017 - 00:08

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Pesquisadora oferece oficina de performance na Galeria Trapiche

Pesquisadora oferece oficina de performance na Galeria Trapiche

Repensar a relação do homem com o espaço urbano, a partir do sentido do corpo. Este é o mote da oficina "Palimpsestos, hecatombes e coabitações: autópsias para acordar as potências de assombrar", que será ministrada pela performer e pesquisadora de práticas de corpo, Sara Panamby, de 18 a 20 de abril, das 15h às 19h.

O curso integra a programação da IV Mostra de Vídeos, Intervenção e Performance - Mostra IP, que acontecerá na Galeria Trapiche Santo Ângelo, equipamento cultural da Prefeitura de São Luís, em parceria com o Núcleo de Pesquisa e Produção de Imagem (Nuppi), do Instituto Federal do Maranhão (IFMA).

As inscrições para a oficina serão feitas no dia 18 de abril, por ordem de chegada, na sede da Galeria Trapiche (Avenida Vitorino Freire, s/n, Praia Grande). Por ser uma oficina direcionada para um público especifico são apenas 24 vagas. O investimento na oficina é de R$ 15,00 e o valor não será cobrado para pessoas trans, não binárias, indígenas, negras e de baixa renda.

Formada em Performance pelo curso de Comunicação e Artes do Corpo (PUC-SP), mestra em Artes pela UERJ e doutoranda pela mesma instituição, a pesquisadora Sara também usa socialmente o binômio de gênero Sara/Elton, como forma de construir uma relação de identidades de gênero em um corpo não binário. Outra questão que estará em debate na oficina.

"Qualquer pessoa pode participar da oficina, sobretudo as pessoas trans, não binárias, indígenas, negras e de baixa renda, qualquer pessoa interessada em pensar as ruínas como metáfora do processo de desmantelamento dos corpos, dos espaços e das subjetividades, tanto nas identidades descontruídas quanto na demolição do patrimônio, das casas, dessa questão de existir entre os escombros que foram destruídos pelo processo colonizador e civilizatório", explicou a performer Sara Panamby.

A partir de cinco provocações relacionadas ao corpo, à moral, à política e ao imaginário, a oficina pretende despertar os corpos para suas histórias e sequelas compondo constelações autobiográficas, malhas narrativas, tecendo colchas de retalhos. Durante a oficina, serão trabalhados exercícios do teatro, da dança e experimentos baseados em performances, e algumas leituras de texto e exibição de vídeos. Ao final, será proposta uma apresentação aberta ao público.

A oficina tem relação direta com um trabalho já desenvolvido pela pesquisadora no Rio de Janeiro, chamado "Resistências Feministas na Arte da Vida", desenvolvido no Centro Cultural Helio Oiticica, em coletivo com outras pesquisadoras de gênero, Angela Donini, Camila Bastos Bacellar e Cíntia Guedes.

SOBRE A MOSTRA IP

Realizada pelo Coletivo Camaradas, a mostra acontece em várias cidades do Brasil, no período de 10 a 22 de abril e surgiu na cidade do Crato, no Ceará. De caráter colaborativo, a exposição não disponibiliza recursos para premiações, porém, o trabalho realizado em rede facilita e contribui para o intercâmbio de ideias e atuação dos coletivos em diversas cidades brasileiras, além de exibir vídeos e realizar oficinas, vivências, rodas de conversa e experimentação de performance e/ou intervenção.

O objetivo do evento é incentivar a produção de registros de intervenções e performances, aproximar o diálogo sobre esses trabalhos nas localidades em que acontecem, oportunizar o intercâmbio em rede e divulgar trabalhos performáticos no Brasil. A programação será realizada na área externa da galeria e o público poderá participar de debates e encontros sobre os trabalhos desenvolvidos no campo do audiovisual, especialmente sobre a produção local.

 

 

 

 

 

 

 





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