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23/09/2017 - 08:05

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São Luís reduz em 51% número de fumantes passivos no ambiente familiar

São Luís reduz em 51% número de fumantes passivos no ambiente familiar

Uma pesquisa realizada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) revela que os moradores da capital maranhense estão cada vez fumando menos em casa e expondo os familiares aos riscos do tabagismo passivo.

Em oito anos, o índice registrou queda de 51,1% no número de fumantes passivos no domicílio, caindo de 13,3%, no ano de 2009, para 6,5% no ano passado. O dado foi divulgado na última terça-feira (29), pelo Ministério da Saúde, em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Comparada com outras capitais, São Luís é a oitava com a menor prevalência do índice. Quando observado o sexo, as mulheres da capital maranhense apresentaram maior prevalência de fumantes passivos em casa (9%), em comparação com os homens (3,4%). No Brasil, o índice apresentou queda de 42,5%, com destaque para as capitais Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC).

Aracaju (5,1%) teve a menor incidência de fumantes passivos em domicílio, no ano passado. Já Porto Alegre (RS) apresentou o maior percentual (10,4%), no mesmo período. A frequência de fumantes passivos no domicílio foi mais alta entre os mais jovens (18 a 24 anos), em ambos os sexos. A pesquisa foi feita por telefone nas 26 capitais e no Distrito Federal e contou com 53.210 entrevistas.

A queda no número de fumantes passivos em domicílio vem junto com a redução de fumantes no país. Nos últimos 10 anos, houve redução de 35% no número de usuários de produtos derivados do tabaco. A prevalência caiu de 15,7% em 2006, para 10,2% em 2016. Quando separado por gênero, a frequência de fumantes hoje é maior no sexo masculino (12,7%) do que no feminino (8%). Se analisado por faixa etária, a pesquisa mostra que a frequência de fumantes é menor entre os adultos jovens antes dos 25 anos (7,4%), ou após os 65 anos (7,7%) e maior na faixa etária dos 55 a 64 anos (13,5%). Em São Luís, a queda foi de 55,3%, diminuindo de 12,1%, em 2006, para 5,4%, no ano passado.

O tabagismo passivo é causa de doenças e morte. Em 2015, o Ministério da Saúde registrou 17.972 óbitos, sendo uma das principais causas de mortes atribuíveis ao tabaco. Ser fumante passivo significa inalar fumaça de cigarros (ou outros produtos derivados do tabaco) por pessoas que não fumam. Essa fumaça se difunde no ambiente e faz com que as pessoas ao redor inalem a mesma quantidade de poluentes que os fumantes.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2013, o tabagismo passivo foi a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e para o consumo excessivo de álcool.

Estudos comprovam que os efeitos imediatos da poluição ambiental pela fumaça do tabaco não são apenas de curto prazo, como irritação nasal e nos olhos, dor de cabeça, irritação na garganta, vertigem, náusea, tosse e problemas respiratórios. Essa exposição também está relacionada ao aumento do risco de câncer de pulmão, de infarto, e de várias outras doenças graves e fatais relacionadas ao tabagismo.

Com informações do Ministério da Saúde

 





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