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21/11/2017 - 04:51

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ONU estima que 767 milhões de pessoas vivem na pobreza extrema

ONU estima que 767 milhões de pessoas vivem na pobreza extrema

Para as Nações Unidas a persistência da pobreza é o principal desafio para se alcançar as metas globais. Uma reunião da Assembleia Geral avaliou os avanços  na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, que foram realizados durante a 71ª sessão do órgão.

De acordo com a vice-secretária-geral, Amina Mohammed, deve ser realçada a abordagem da igualdade de género e o uso de novas tecnologias para enfrentar essa questão.

Privações

A representante citou dados mais recentes que mostram que a taxa de pobreza extrema é de até 11%, que se traduz em cerca de 767 milhões de pessoas que ainda vivem com privações severas.

Mohammed disse que as regiões da Ásia Oriental  e do Sudeste fizeram progressos significativos em contraste com os 42% dos habitantes da África Subsaariana continuaram a viver nem pobreza extrema.

Consciência

O pronunciamento foi feto na semana que antecede o início a 72ª sessão do maior órgão deliberativo da organização.

A vice-secretária-geral disse que, desde a sua adoção há dois anos, os ODSs deram um salto do Salão da Assembleia Geral para comunidades de todo o mundo onde se requer ação de decisores políticos e consciência pública mundial.

Mohammed elogiou os 65 Estados-membros que fizeram a apresentação voluntária da sua situação, no que considera "oportunidade para compartilhar soluções, conhecimentos e identificar os desafios da implementação da agenda".

No entanto, a representante enfatizou que o ritmo dos progressos ainda não é suficiente para cumprir o prazo da Agenda 2030. Para tal, os governos devem atuar a um ritmo mais rápido e uma escala muito maior, ressaltou.

Cimeira

As Nações Unidas organizam uma cimeira climática em 2019 para dar um maior impulso à ambição para o cumprimento das metas. Mohammed disse que os requisitos de financiamento para os ODSs e para o Acordo de Paris são consideráveis e requerem soluções transformadoras.

A vice-secretária-geral considera a Agenda 2030 "a melhor ferramenta da comunidade internacional para um mundo mais próspero e pacífico", daí o seu apelo ao envolvimento ativo de todos pelos povos, pela paz, pela prosperidade e por um planeta saudável.





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