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23/11/2017 - 13:59

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Justiça decreta prisão preventiva contra suspeito de agredir ex-companheira

Justiça decreta prisão preventiva contra suspeito de agredir ex-companheira

O juiz Clésio Cunha, da Comarca de São Luís, decretou a prisão preventiva de Lúcio André Silva Soares, suspeito de agredir sua ex-companheira, a advogada Ludmila Rosa Ribeiro, na noite do último sábado (11). O magistrado atende ao pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA).

O agressor chegou a ser preso, mas foi liberado pelo delegado Válber Braga, após pagar fiança de R$ 4.685,00. Segundo a autora da denúncia, a promotora Bianka Sekkef Sallem Rocha, o arbitramento da fiança foi indevido, já que o suspeito foi preso no ano passado por violência doméstica contra Ludmila, na cidade de Pinheiro, quando ela estava grávida de cinco meses do filho de casal.

Entenda o caso

No último sábado (11), o casal tentava uma reconciliação e foram jantar em um restaurante na Lagoa da Jansen, em São Luís. Lúcio Soares teria obrigado a mulher a postar uma foto dos dois juntos em sua rede social, mas ela recusou. Ele ficou furioso e na saída do estabelecimento começou a agredi-la.

As agressões continuaram até a vítima chegar em casa no bairro da Cohama. Ludmila foi atingida na cabeça, rosto, costas, pernas e braços. Ele ainda tentou atropela a ex-mulher, mas foi impedido por vizinhos.

Nota OAB-MA

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Maranhão vem a público repudiar todo tipo de violência praticada contra as mulheres e se solidarizar com a advogada Ludmila Rosa Ribeiro da Silva. Ela foi vítima de violência moral e física praticada pelo seu ex-companheiro, Lúcio André Genésio, no último final de semana.

A Seccional Maranhense, assim como tem feito em episódios envolvendo casos de violência contra a mulher e desrespeito aos direitos e princípios fundamentais dos cidadãos e advogados, tem se posicionado, tomado todas as providências cabíveis e acompanhado às investigações e desdobramentos de todos os casos. Neste de violência contra a advogada Ludmila Rosa Ribeiro da Silva, a OAB/MA está vigilante e coloca à disposição da vítima a Comissão da Mulher e da Advogada e também a Comissão de Acompanhamento das Vítimas de Violência para que sejam tomadas todas as providências legais e cabíveis para que o ato violento seja submetido aos preceitos legais.

É imensurável e inaceitável a violência moral e física em que a profissional em advocacia foi submetida. A ação reflete que a sociedade ainda tem muito a caminhar para garantia plena dos direitos das mulheres. A violência contra a mulher está, sim, enraizada na cultura brasileira, que banaliza as agressões e, não raro, atribui a culpa à própria vítima. Uma cultura que o sistema OAB, da qual faz parte a Seccional Maranhense, tem trabalhado para descontruir, e fortalecer o conceito de sororidade, ação fortemente presente no feminismo, sendo definido como um aspecto de dimensão ética, política e prática deste movimento de igualdade entre os gêneros. Do ponto de vista do feminismo, a sororidade consiste no não julgamento prévio entre as próprias mulheres que, na maioria das vezes, ajudam a fortalecer estereótipos preconceituosos criados por uma sociedade machista e patriarcal. O sistema OAB se coloca à disposição das instituições de Estado e da Sociedade Civil Organizada, para sermos os mediadores desse grandioso processo de mudanças no país. 





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