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19/08/2018 - 20:52

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Fundo de População da ONU divulga cinco fatos sobre casamento infantil

Fundo de População da ONU divulga cinco fatos sobre casamento infantil

Enquanto muitos países estão se preparando para celebrar o Dia de São Valentim, ou Dia dos Namorados, em 14 de fevereiro, o Fundo de População da ONU, Unfpa está fazendo um alerta sobre casamento infantil.

Segundo o Fundo, milhões de crianças são obrigadas a começar uma vida matrimonial muito antes de estarem preparadas e contra sua vontade própria. Para conscientizar as pessoas sobre o problema, o Unfpa divulgou uma lista com cinco fatos sobre o casamento infantil.

Pobreza

O primeiro ponto é que o problema é comum: 700 milhões de mulheres e de meninas foram obrigadas a casar antes dos 18 anos. A pobreza é um dos fatores que leva à prática. Países da África tem as taxas mais altas: quatro entre 10 meninas casaram antes dos 18 anos.

O segundo fato é que até meninos não estão livres do risco. Uma pesquisa do Unfpa em 82 países de rendas baixa e média mostra que 1 entre 25 meninos casou antes dos 18 anos.

Proibição

Em terceiro lugar vem a informação de que o casamento infantil é praticamente banido no mundo todo, uma prática proibida por acordos universais, incluindo a Convenção sobre os Direitos da Criança. Mas alguns países permitem o casamento de menores de idade com o consentimento dos pais, como o Malauí.

O outro fato é a ligação entre casamento e gravidez precoce. Nos países em desenvolvimento, nove entre 10 adolescentes que têm filhos já estão casadas. Segundo o Unfpa, a gravidez na adolescência causa riscos à saúde.

No mundo todo, as complicações durante a gestação ou na hora do parto são a principal causa de morte entre adolescentes.

Autonomia

O quinto ponto destacado pelo Unfpa tem a ver com prevenção: segundo o Fundo de População da ONU, "muitas mudanças são necessárias para acabar com o casamento infantil, incluindo modificações de leis e mais igualdade de gênero".

Mas o Unfpa destaca que é essencial empoderar os jovens. Isso pode ser feito passando informações sobre saúde sexual e reprodutiva e sobre direitos humanos. Segundo o Fundo, quando jovens conhecem seus direitos, eles podem se defender da prática e até tentar convencer suas famílias a cancelar os casamentos arranjados.





 

 

 

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