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27/05/2018 - 10:50

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OMS recomenda fortalecimento de vacinação após casos de sarampo nas Américas

OMS recomenda fortalecimento de vacinação após casos de sarampo nas Américas

Onze países das Américas notificaram 1.115 casos confirmados de sarampo neste ano: Antígua e Barbuda (1 caso), Argentina (3), Brasil (104), Canadá (9) Colômbia (21), Equador (3), Estados Unidos (63), Guatemala (1), México (4), Peru (2) e Venezuela (904). Os dados são da mais recente atualização epidemiológica da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), publicada nesta semana.

A quantidade já é superior à registrada em todo o ano de 2017, quando quatro países da região notificaram 895 casos confirmados: Argentina (3), Canadá (45), Estados Unidos (120) e Venezuela (727). Além disso, corresponde a quase o triplo do número registrado no dia 6 de abril deste ano: 385 casos confirmados. Por isso, o organismo internacional recomenda que seus Estados-membros intensifiquem as atividades de vacinação e vigilância.

Os casos em Antígua e Barbuda e na Guatemala foram importados, respectivamente, do Reino Unido e da Alemanha. Os casos no Canadá, nos Estados Unidos e no México também são importados ou associados à importação. No Peru, não foram identificados casos importados ou relacionados a outro caso importado que pudesse ter sido a fonte de contágio.

Na Argentina, dois dos três casos confirmados tinham histórico de viagem para a Ásia. Na Colômbia, 14 dos 21 casos foram importados da Venezuela. Estão em andamento em ambos os países atividades de vacinação, identificação, monitoramento e comunicação de risco, entre outros. No Equador, foram confirmados casos em dois equatorianos e em um homem proveniente da Venezuela.

No Brasil, há um surto em andamento nos estados de Roraima (81 casos confirmados, dos quais 55 venezuelanos, 24 brasileiros, um guianense e um argentino) e do Amazonas (22 casos confirmados, todos brasileiros). Além disso, foi confirmado um caso no estado do Rio Grande do Sul, em uma brasileira que havia visitado vários países na Europa. Para enfrentar o surto, o Ministério da Saúde do país, em coordenação com os governos estaduais e municipais, está conduzindo atividades de vacinação, vigilância epidemiológica, fortalecimento da rede de laboratórios, comunicação de risco e capacitação de profissionais em manejo de casos de sarampo.

O plano emergencial de contenção do surto de sarampo em Roraima conta com a colaboração da OPAS/OMS. O organismo internacional, a pedido do Ministério da Saúde, ajudou a montar um posto de vacinação provisório em Pacaraima, município brasileiro localizado na fronteira com a Venezuela, que funcionou de 1º de março a 5 de maio. A OPAS/OMS também apoiou a reforma de outro posto de vacinação, que funciona desde o dia 6 de maio e cuja estrutura segue as normas internacionais e nacionais de imunização. Ambos os espaços já vacinaram mais de 10,9 mil pessoas.

Além disso, está auxiliando o governo federal brasileiro no fornecimento de seringas, na compra de materiais para manter a temperatura adequada das vacinas, na contratação de profissionais (por exemplo, vacinadores) e no envio de especialistas para apoiar as autoridades nacionais e locais, entre outros.

Na Venezuela, foram registrados casos em 11 estados, a maioria em Bolívar. Para interromper a transmissão do vírus, o país elaborou um Plano Nacional de Resposta Rápida, que inclui estratégias e atividades de vacinação, vigilância epidemiológica, busca e investigação de casos, além de capacitação de profissionais de saúde. A OPAS/OMS está trabalhando para mobilizar recursos com parceiros estratégicos, a fim de apoiar todas as medidas de controle do surto na Venezuela.
Recomendações às autoridades

A região das Américas foi a primeira do mundo a ser declarada livre de sarampo, uma doença viral que pode causar graves problemas de saúde, inclusive pneumonia, cegueira, inflamação do cérebro e até mesmo a morte. A principal medida para prevenir a introdução e disseminação do vírus do sarampo é a vacinação da população suscetível, juntamente com a implementação de um sistema de vigilância de alta qualidade e sensível o suficiente para detectar de forma oportuna quaisquer casos suspeitos.

Tendo em vista as contínuas importações do vírus de outras regiões do mundo e os surtos em curso nas Américas, a OPAS/OMS insta os países e territórios a vacinar a população para manter uma cobertura homogênea de 95% com a primeira e a segunda dose da vacina contra sarampo, caxumba e rubéola em todos os municípios e a vacinar populações em risco (sem comprovação de vacinação ou imunidade contra sarampo e rubéola), como profissionais de saúde, pessoas que trabalham com turismo e transporte (hotelaria, aeroportos, motoristas de táxi, etc.) e viajantes internacionais.

Também pede que os países mantenham uma reserva de vacinas contra sarampo e rubéola e de seringas para controle de casos importados em cada país da região e fortaleçam a vigilância epidemiológica para detecção oportuna de todos os casos suspeitos de sarampo e garantam que as amostras sejam recebidas por laboratórios dentro de cinco dias após serem tomadas.

A agência da ONU também sugere fornecer uma resposta rápida frente aos casos importados de sarampo, com o objetivo de evitar o restabelecimento da transmissão endêmica (ou seja, que existe de forma contínua e constante dentro de uma determinada região). Uma vez ativada a equipe de resposta rápida, deve-se assegurar uma coordenação permanente entre os níveis nacionais e locais, com canais de comunicação permanentes e fluidos.

Segundo a OPAS/OMS, também é preciso identificar fluxos migratórios do exterior (chegada de estrangeiros) e fluxos internos (movimentos de grupos populacionais) em cada país, a fim de facilitar o acesso aos serviços de vacinação, de acordo com os calendários nacionais de imunização.

Além disso, tendo em vista a proximidade de grandes eventos esportivos, a OPAS/OMS recomenda aos seus Estados-membros que aconselhem a vacinação contra sarampo e rubéola, preferencialmente com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), a todos os viajantes com mais de seis meses de idade que não puderem comprovar vacinação ou imunidade. Segundo a agência da ONU, é importante que isso seja feito pelo menos duas semanas antes de viajarem para áreas onde a transmissão do sarampo foi registrada.

Com Onu Brasil.





 

 

 

 

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