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16/12/2018 - 00:04

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MA registrou maior percentual de pessoas em situação de pobreza

MA registrou maior percentual de pessoas em situação de pobreza

O Nordeste registrou o maior percentual de pobres do país, 44,8%, o equivalente a 25,5 milhões de pessoas, em 2017. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgada nesta quarta-feira (5), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda segundo o IBGE, o Maranhão apareceu como o estado, com mais da metade da população, 54,1%, em situação de pobreza, ou seja, que vivem com menos de R$ 406 por mês. Em seguida aparece Alagoas com 48,9%.

O Maranhão também aparece como a unidade da federação que registrou a maior falta de coleta de lixo: 32,7% da população não tinha acesso ao serviço, no ano passado.

O estudo utilizou critérios do Banco Mundial, que considera pobres aqueles com rendimentos diários abaixo de US$ 5,5 ou R$ 406 mensais pela paridade de poder de compra.

Para erradicar a pobreza, o estudo apontou que seria necessário investir R$ 10,2 bilhões por mês na economia, ou garantir R$ 187 por mês a mais, em média, na renda de cada pessoa nessa situação. A análise demonstra que não só a incidência da pobreza aumentou, mas também a intensidade, já que em 2016 esse valor era de R$ 183 a mais.

Em nota, o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) informa que apesar do Maranhão apresentar a maior proporção (54,1%) de pessoas com rendimento real efetivo domiciliar inferior a R$ 406,00 mensais (ou até US$ 5,50 PPC diários) do país, não foi o Estado que apresentou a maior variação no indicador entre 2016 e 2017.

As principais causas da rápida expansão da pobreza na Região Nordeste devem-se aos impactos da grande seca de 2015/16, que retirou da ocupação agropecuária cerca de 1 milhão de famílias, principalmente no semiárido nordestino – dentre eles, o estado do Maranhão. Outro ponto foram os efeitos da crise recessiva sobre as transferências constitucionais, reduzidas em termos reais no último triênio, que afetou fortemente o conjunto dos municípios nordestinos, principalmente os de menor porte e de perfil rural.

Diante deste cenário, mesmo com redução das transferências federais para gastos em áreas sociais no Estado, o Governo do Maranhão ampliou significativamente os investimentos sociais, no âmbito da assistência, trabalho e renda, com destaque para o programa Mais IDH (R$ 1,0 bilhão, investido entre 2015 e 2017).

Por sua vez, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes) informa que tem elaborado e executado uma série de ações que contribuem para o aumento da renda de milhares de maranhenses. Entre as ações está a implantação do Programa de Inclusão Sócioprodutiva ‘Mais Renda’, que tem como principal objetivo capacitar trabalhadores informais do ramo alimentício (vendedores de churrasquinhos, lanches) e da beleza (manicures, cabeleireiros), para garantir a qualidade dos serviços ofertados por eles. Ao final do curso, quem trabalha com alimentos recebe carrinhos próprios para a venda de cachorro-quente, hambúrguer, tapioca, churrasquinho e outros, já para quem trabalha com beleza recebe lavatórios, chapinhas, secadores, itens para manicure e ped icure. Já são 2 mil vendedores informais beneficiados.

O Governo do Estado também criou o Programa ‘Bolsa Escola’ que garante, a todos que já são beneficiários do Bolsa Família, um valor fixo de R$ 51 reais por filho para a compra de materiais escolares, garantindo mais economia com os gastos de materiais escolares às famílias com filhos entre 4 e 17 anos, matriculados em escolas da rede pública de ensino. 

A Sedes também administra os Restaurantes Populares no Maranhão. Além do Estado subir nove pontos no índice de segurança alimentar, as unidades de alimentação também garantem economia nos lares maranhenses, com as refeições de qualidade ao custo de 2 reais. Ao todo são 23 restaurantes populares e duas cozinhas comunitárias.





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