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20/09/2019 - 02:37

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Brasil é o país da América Latina que mais sofre ataques cibernéticos

Brasil é o país da América Latina que mais sofre ataques cibernéticos

Nesta quarta-feira (28), durante a semana de cibersegurança que ocorre na Argentina, a Kaspersky, empresa voltada à segurança digital, listou os países com mais tentativas de ataques cibernéticos da América Latina, e concluiu que o mais atacado é o Brasil, seguido pelo México.

Segundo a análise, intitulada Panorama de Ciberameaças na América Latina, os usuários de smartphones na América Latina receberam 6,2 tentativas de ataque de malware móvel por minuto no período entre julho de 2018 e julho de 2019. Atrás do Brasil, que é o país mais atacado, estão México, Colômbia, Perú, Chile, Equador e Argentina. O estudo também diz que um terço dos ataques de rede bloqueados na América Latina exploram vulnerabilidades no protocolo de comunicação SMB.

Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky, levantou quais os softwares mais desatualizados na região e descobriu que o Java fica em primeiro lugar. “Muitas empresas mantêm o Java desatualizado, pois existem soluções específicas como softwares contábeis que param de funcionar com as versões mais recentes. Outro problema é este programa não fazer a remoção automática da versão antiga quando o usuário faz a atualização, deixando o computador vulnerável”, explica.

O Brasil também lidera o ranking de países latino-americanos que mais sofrem com o phishing (a forma que cibercriminosos usam para enganar você e fazer com que revele informações pessoais, como senhas ou cartão de crédito, CPF e número de contas bancárias). Sendo assim, o malware não é a única ameaça para os latinos. Atrás do Brasil, ficam Venezuela, Chile, Equador, Guatemala, Panamá, Honduras, México e Argentina.

“Em 2018 havia 6 países da região em nossa lista global e hoje há três novos. Isso mostra o quanto o phishing é tendência crescente na região”, declara o analista da Kaspersky. A empresa de cibersegurança bloqueou ainda 92 milhões de acessos a sites falsos gerados por mensagens de phishing.

Canaltech; Kaspersky.

Foto: Pixabay.





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