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Campanha incentiva conscientização sobre doença de Alzheimer e demência

Campanha incentiva conscientização sobre doença de Alzheimer e demência

A Alzheimer’s Disease International (ADI) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançaram neste domingo (1) nas Américas uma campanha que incentiva as pessoas a conversarem de maneira mais confortável e aberta sobre a doença de Alzheimer e a demência.
A campanha “Vamos conversar sobre demência”, lançada no marco do Mês Mundial da Doença de Alzheimer, baseia-se no entendimento de que falar sobre a demência ajuda a enfrentar o estigma, normaliza a linguagem e incentiva as pessoas a descobrirem mais sobre a doença e a procurarem ajuda, aconselhamento e apoio.

A ADI e a OPAS estão trabalhando conjuntamente na campanha de conscientização sobre a demência para a Região das Américas como parte do Plano de Ação Regional da OPAS sobre Demência (2015-2019).

O estigma em torno da demência nas Américas ainda é uma grande barreira para as pessoas buscarem ajuda, aconselhamento e apoio. Esse estigma pode ser semelhante ao associado a outras questões de saúde mental, centrar-se no preconceito pela idade, na falta de tratamentos médicos disponíveis e até mesmo ser atribuído a fatores como “bruxaria”, mas há muito apoio disponível em toda a região e conversar sobre o problema pode ajudar as pessoas a viverem bem pelo maior tempo possível.

A diretora da OPAS, Carissa F. Etienne, afirmou que o primeiro passo para enfrentar o estigma em torno da demência é estar aberto a conversar. “A falta de conhecimento sobre a demência e como uma pessoa afetada pode se comportar levou ao estigma associado à doença”, pontuou Etienne.

“Esta campanha se concentrará em aumentar as conversas sobre a demência em todos os lugares, já que conversar é frequentemente o primeiro passo para conscientizar, entender e quebrar barreiras ao diagnóstico e atendimento”.

Paola Barbarino, CEO da Alzheimer Disease International, disse que “precisamos levar as pessoas a falar com mais conforto sobre a doença de Alzheimer e a demência”.

“A demência é uma das crises globais de saúde e assistência social mais significativas do século 21, com alguém desenvolvendo-a a cada três segundos. No entanto, o estigma que a cerca e a falta de tratamentos disponíveis fazem com que as pessoas demorem a falar sobre ela e procurar aconselhamento e apoio, perdendo um tempo valioso.”

No Dia Mundial da Doença de Alzheimer, 21 de setembro, a ADI lançará o Relatório Mundial sobre Alzheimer, que aborda as atitudes globais em relação à demência, com base em uma pesquisa com quase 70 mil pessoas em 155 países.

Uma das principais conclusões dessa pesquisa mostra que 95% dos entrevistados acreditam que desenvolverão demência durante a vida. “Devemos romper o estigma e fazer com que as pessoas falem abertamente sobre demência para planejar bem, ter acesso a apoio e até participar da pesquisa”, disse Barbarino.

A demência é uma síndrome que afeta a memória, outras habilidades cognitivas e comportamentos que interferem significativamente na capacidade de uma pessoa de manter suas atividades cotidianas. Embora a idade seja o fator de risco mais forte conhecido para a demência, a condição não é uma parte normal do envelhecimento. A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência.

As mortes devido à demência mais que dobraram entre os anos 2000 e 2016, tornando-a a quinta principal causa de morte global em 2016, em comparação com o 14º lugar em 2000. A prevalência de demência em todo o mundo está aumentando exponencialmente; estima-se que o número previsto de pessoas que vivem com demência triplicará dos 50 milhões atuais para 152 milhões em 2050.

Com ONU Brasil.

Foto: OPAS/OMS.





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