Se seu navegador não suportar JavaScript. Algumas funcionalidades não serão exibidas, estamos trabalhando para disponibilizar mais breve possível as funcionalidades sem javascript.

suaCidade

São Luís

15/09/2019 - 15:11

Sao Luis: Pequenas Nuvens, light rain showers, 26 °C

Fica para novembro decisão sobre ampliação de pacote de ajuda à Grécia

Fica para novembro decisão sobre ampliação de pacote de ajuda à Grécia

Os ministros de Finanças da zona do euro, o Banco Central Europeu (BCE) e o FMI (Fundo Monetário Internacional) adiaram nesta segunda-feira o anúncio da decisão sobre a ampliação do fundo de resgate à Grécia. Marcada para 13 de outubro, a resposta ao pedido grego deve ser divulgada numa data posterior ainda não definida.

A "troika" (BCE, UE e FMI) disse que precisa de mais tempo para formular sua decisão, embora a possibilidade de um default (calote) da dívida grega tenha sido categoricamente rejeitada durante a reunião sobre a possível ampliação do aporte de recursos ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

Os gestores tentam suprir os obstáculos que atrasam a aplicação do segundo plano de ajuda ao país, decidido em julho, de € 109 bilhões em créditos internacionais, que se somará pela primeira vez à contribuição dos bancos credores. Este plano, no entanto, tropeça na exigência da Finlândia de obter garantias em troca de novos empréstimos e as reticências da Eslováquia para reforçar o FEEF.

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, declarou que os sócios europeus haviam pedido ao governo grego para fazer economias suplementares em 2012 e 2013 para assegurar o aval da União Europeia (UE) e do FMI ao pedido de ampliação.

NOVEMBRO

"O mais provável é que o informe da troika não esteja pronto até o dia 13 de outubro, qhttp://www.suacidade.com/suacidade/sites/all/libraries/fckeditor/editor/...); background-position: 0px -304px; " class="TB_Button_Image" alt="" />ue era a data prevista para a próxima reunião do Eurogrupo. Esta reunião foi cancelada", acrescentou Juncker.

Já a vice-presidente da pasta de Economia da Espanha, Elena Salgado, disse ter recebido confirmação das autoridades gregas de que o país tem condições de aguardar até novembro para receber a sexta parcela dos recursos.

"Nos disseram que necessitam [dos recursos adicionais] a partir da segunda metade de novembro, o que nos dá um pouco mais de tempo", disse. Inicialmente a Grécia havia dito que só teria fundos suficientes para pagar aposentadorias e salários até outubro.

ALAVANCAGEM

Entre os temas da reunião do Eurogrupo em Bruxelas esteve também o recurso de alavancagem. Pedido com insistência pelos Estados Unidos, esse mecanismo financeiro permite comprar ativos recorrendo ao endividamento contando com um capital inicial como garantia.

A imprensa tem especulado sobre várias possibilidades, como o FEEF transformar-se em banco e abastecer-se do BCE sem limites.

Os ministros das Finanças tentaram, nesta segunda-feira, por em prática o segundo plano de ajuda à Grécia e ao fundo de estabilidade, em um dia marcado por uma nova queda dos mercados financeiros. A capacidade do fundo, que já tem ajudado Irlanda e Portugal, deve ser aumentada para socorrer a Grécia, atenuando sua dívida e apoiando seu setor privado.

Até agora, apenas três países da zona do euro ainda não aprovaram a ampliação, entre eles a Eslováquia. Uma reunião da coalizão no poder em Bratislava será celebrada na terça-feira para tratar de fixar uma data para a votação.

NEGOCIAÇÕES

O encontro dos credores do Eurogrupo ocorre às vésperas da reunião da União Europeia de terça-feira. Mais cedo, o ministro britânico de Finanças, George Osborne, pediu à zona do euro que adote decisões rápidas sobre Grécia.

"A hora de resolver a crise é agora. É preciso sair e consertar o telhado, pois já está chovendo muito", disse Osborne, cujo país não pertence à zona do euro. Já o ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, advertiu que a "Grécia é um país com dificuldades e não o bode expiatório da Eurozona".

CRISE GREGA

A Grécia voltou a suscitar os piores temores nas Bolsas mundiais ao anunciar no domingo que só poderá reduzir o deficit público este ano até 8,5% do PIB, sendo que o objetivo inicial era de 7,4%. As principais Bolsas europeias registraram fortes perdas nesta segunda-feira. Frankfurt recuou 2,28%, seguida de Madri com 2,26%, Paris com 1,85%, Milão, 1,31% e Londres 1,03%, na esteira das bolsas asiáticas.

O euro por sua vez caiu abaixo de 1,33 dólar, seu nível mais baixo desde janeiro e o petróleo também perdia terreno. Atenas, no entanto, tenta fazer tudo o que pode para cumprir as exigências dos credores, apesar do crescente descontentamento social.

O projeto orçamentário para 2012, entregue nesta segunda-feira ao Parlamento, contempla uma nova contração do Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano, de 2,5%. Com todos esses esforços, Atenas espera a entrega em outubro de € 8 bilhões, correspondentes à sexta parte do primeiro plano de ajuda concedido no ano passado, para evitar a bancarrota.

Fonte: Folha de S. Paulo 





Enquete

Você é a favor da Reforma da Previdência?:

 

E-mail:

greg