Feirinha São Luís com orientações no Dia D de combate à hanseníase

agente de saúde entrega panfleto
Foto: Julyane Galvão/Ag. Maranhão.

O último domingo de janeiro é marcado como o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase. Para lembrar a data e reforçar as ações da Campanha Janeiro Roxo, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou o Dia D de combate à doença na Feirinha São Luís, no Centro Histórico.

“Durante todo o mês, tivemos várias ações. É muito importante que a gente esteja em contato com a população, divulgando os sinais e sintomas da doença, esclarecendo sobre a necessidade do tratamento, de um diagnóstico precoce e orientando sobre onde procurar esse diagnóstico e tratamento”, explicou Maria Raimunda Mendonça, coordenadora do Programa Estadual de controle da hanseníase.

Com a estrutura montada na Praça Benedito Leite, a população recebeu orientação para identificar os sinais e sintomas da doença. Foi o caso da artesã Joana da Silva, 77 anos. “É ótimo ter esses serviços à disposição. Eu fiz tudo, recebi a orientação sobre a doença, fiz a avaliação nutricional, medi a pressão e a glicemia. Isso faz com que a gente fique a semana despreocupado”, afirmou.

O secretário municipal de saúde de São Luís, Lula Fylho, ressaltou a importância dessa ação na Feirinha de São Luís para levar saúde à população. “A gente não espera a população em nossas unidades de saúde, a gente vem até onde a população já está com toda a família, assim conseguimos atingir pessoas de todas as faixas etárias. A parceria com o Estado é sempre de muita importância, porque a gente consegue trabalhar conjuntamente equipes, esforços e mensagem para a população. A gente está aqui trabalhando pra isso, pra levar saúde pra população”, destacou.

A hanseníase
Um dos principais sinais e sintomas da hanseníase são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou marrons pelo corpo, em partes onde o paciente perdeu a sensibilidade ao calor, frio, dor ou toque, mas sente a região formigar e dormente.

Diferente do que muitos pensam, a hanseníase tem a transmissão muito parecida com a da tuberculose e até da gripe. Ela é disseminada durante a fala, espirro ou tosse de um paciente que não está em tratamento, por isso, assim que diagnosticada a doença, é necessário fazer a investigação em todas as pessoas que mantém um contato próximo com o doente.

O tratamento da hanseníase é oferecido pelo SUS em qualquer unidade básica de saúde e feito com a associação de três medicamentos. O uso dessas medicações varia de seis meses a um ano, podendo ser prorrogado por mais um ano, dependendo da saúde do paciente.

Caso não tratada, a doença traz consequências gravíssimas, podendo até incapacitar o paciente que se recusa a fazer o acompanhamento.

Com informações do Governo do Maranhão.

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