A Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, informou que a região já registrou 10,5 milhões de casos e mais de 390 mil mortes devido ao novo coronavírus. A informação foi dada esta terça-feira, em Washington, no informe semanal sobre a Covid-19.
Os Estados Unidos relataram cerca de 5 milhões de casos, o maior número na região. Já o Brasil foi destacado pelas mais de 100 mil mortes causadas pelo vírus.
Testes no Brasil
O vice-diretor do braço regional da Organização Mundial da Saúde nas Américas, Jarbas Barbosa, respondeu a um jornalista sobre uma provável produção de uma vacina no Brasil. Ele destacou que isso não deve acontecer até o final das fases 2 e 3 dos testes para garantir segurança e eficácia. O representante afirmou ainda que qualquer produtor de vacinas deve seguir este procedimento que faz parte das recomendações da agência da ONU.
Na sessão virtual, a diretora da Opas disse que os números deixam claro que as Américas permanecem sob intensa ação da Covid-19. Carissa Etienne destacou, no entanto, que o vírus não é a única ameaça à saúde das pessoas. Para a representante, a pressão sobre os serviços de saúde leva ao recedio de um aumento de doenças que já estão sob controle. Entre elas estão a tuberculose, o HIV e a hepatite, que levarão mais pessoas a morrer de doenças evitáveis e tratáveis.
Antiretrovirais
Dados da Opas destacam que 30% das pessoas vivendo com o vírus da Aids evitam buscar cuidados para a infecção durante a pandemia, e os países têm suprimentos limitados de antirretrovirais.
Para Etienne, essa situação é preocupante porque “sem cuidados contínuos e medicamentos tomados de forma contínua, as pessoas que vivem com HIV têm maior probabilidade de adoecer e transmitir o vírus para seus parceiros”.
Quanto aos casos de doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue, houve uma diminuição, devido ao fato das pessoas terem ficado confinadas durante a pandemia, “e menos propensas a serem picadas por mosquitos.”
Etienne destacou que os sistemas de saúde devem facilitar o tratamento dos pacientes, expandindo a telemedicina e oferecendo mais cuidados fora dos hospitais.